Sorvete, a sobremesa gelada

Mais do que um doce, o sorvete desperta a curiosidade e encanta pela versatilidade

Mais recentes

CONSUMO IMEDIATO 

Em 1878, ainda não havia eletricidade na cidade de São Paulo e, apesar disso, já era possível consumir sorvete. Para avisar, o jornal A Província de S. Paulo anunciava diariamente o horário em que os consumidores poderiam adquirir a iguaria, já que o consumo devia ser imediato, afinal, não havia como conservar alimentos congelados. “Sorvetes todos os dias, ao meio-dia, na Rua Direita, número 41“, diziam os anúncios publicados no jornal por uma das primeiras sorveterias da cidade.

COISA DE RICO

O sorvete se tornou o doce mais desejado do início da belle époque no Brasil porque, naquele tempo, o gelo usado na fabricação era importado dos Estados Unidos por meio de um sistema caro, o que encarecia o produto. O gelo vinha de lagos congelados, em cubos ou lascas, embalado em serragem e armazenado na parte mais fria dos porões dos navios. O processo movimentava homens e máquinas e a perda podia chegar a 40%, tornando-o uma mercadoria com alto valor de troca.

SABORES INUSITADOS

Em todo o mundo, sorveterias investem em sabores nada convencionais para atrair cada vez mais clientes. Na Inglaterra, o sorvete de pão integral é antigo e famoso. No Japão, tem sorvete de wasabi, enquanto na Itália é o queijo gorgonzola que vira gelato. A Índia produz sorvete de cardamomo; os iranianos adoram o sabor de rosas; na França, é possível encontrar sorvete de lavanda; os Estados Unidos inventaram o de carvão ativado. Mas também é possível encontrar sabores inusitados por aqui, como caipirinha, spirulina, pão de mel, gengibre com mel, cenoura, bacon, tomate, algodão-doce, cerveja, caviar, alho, entre outros. A criatividade do brasileiro não tem limites!

OS PREFERIDOS

Segundo levantamento da Associação Internacional de Laticínios, os sabores de sorvete mais consumidos no mundo são:

  1. Chocolate: 8,9% 
  2. Butter Pecan: 5,3%
  3. Morango: 5,3%
  4. Napolitano: 4,2%
  5. Flocos: 3,9%
  6. French Vanilla: 3,8%
  7. Cookies ‘n Cream: 3,6%
  8. Baunilha: 2,9%

GUINNESS

O Byakuya, um sorvete japonês, entrou para o Guiness  Book em maio deste ano por ser o sorvete mais caro do mundo. As caríssimas trufas brancas de Alba, folhas de ouro comestíveis, dois tipos de queijos italianos e o sakekasu (borras de saquê) são os ingredientes que fazem a receita ser tão especial. Uma bola de 130 ml chega a custar quase 7 mil dólares (ou 35 mil reais). Mas o Byakuya não está disponível no mercado – é vendido somente por encomenda e vem com um óleo de trufa, que deve ser misturado à massa para atingir a textura ideal. Um luxo!

 

RANKING

  •  Segundo levantamentos recentes, o Brasil ocupa apenas a 12ª posição no ranking do consumo de sorvete no mundo. Entre os países que mais consomem, estão: Nova Zelândia, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Suíça, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Itália e França.
  •  A título de comparação, a média brasileira anual é de menos de 8 kg de sorvete per capita. Na Nova Zelândia, o consumo por pessoa, por ano, ultrapassa a marca de 28 kg.


SORVETE, GELATO OU SORBET?

 Engana-se quem pensa que sorvete, gelato e sorbet são a mesma coisa: existem diferenças entre os três produtos. 

Basicamente, os dois primeiros levam os mesmos ingredientes: leite, creme, açúcar e sabores – o que muda, de maneira geral, são as quantidades de gordura e açúcar usadas no preparo. O gelato, tradicionalmente italiano, é mais leve, menos doce e menos aerado que o sorvete e costuma ser acrescido de ingredientes frescos, como creme de leite e frutas.

Já o sorbet é uma sobremesa mais leve e saudável, além de ser vegano. O doce não leva leite ou creme de leite – é feito apenas de água, fruta e açúcar.

 

Crédito | Foto Shutterstock e The Facticle (Guiness)

Recomendados para você